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Cultura e Turismo
19/08/2013
Fiesp e Sesi abrem mostra itinerante de cinema


Fiesp e Sesi abrem mostra itinerante de cinema
O Sesi e a Fiesp de São Paulo realizam, de 19 de agosto a 6 de outubro, a mostra gratuita dos oito filmes finalistas do IX Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, entre os quais sete longas-metragens e um curta. Neste ano, o projeto ganhou dimensão nacional, com a inscrição de 126 produções cinematográficas. A programação, com entrada gratuita e sessões semanais, vai passar por 53 unidades do Sesi-SP.

Entre os destaques, estão os longas Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca e protagonizado por Camila Pitanga; Xingu, de Cao Hamburguer, com Caio Blat e Maria Flor no elenco; e Corações Sujos, de Vicente Amorim, estrelado por Eduardo Moscovis.

Outro ponto alto é o documentário Tropicália, de Marcelo Machado, que reúne shows históricos de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé. Também integram a mostra os filmes Área Q, Era uma Vez Eu, Verônica e Sudoeste, além do curta-metragem A Noite dos Palhaços Mudos.

O IX Prêmio FIESP/SESI-SP de Cinema, realizado em junho de 2013, contemplou grandes nomes do cenário artístico brasileiro, entre eles o diretor Cao Hamburguer, pelo filme Xingu; o diretor de arte Daniel Flaksman, por Corações Sujos; e os atores Camila Pitanga e Zecarlos Machado, por Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios.

A agenda de exibição dos filmes varia de acordo com a programação de cada cidade – disponível nas secretárias únicas das unidades do SESI-SP e no site www.sesisp.org.br/cultura.

A mostra será realizada nas seguintes unidades do SESI-SP – capital, Grande São Paulo e litoral: A.E. Carvalho, Catumbi, Cotia, Cubatão, Diadema, Guarulhos, Ipiranga, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Suzano, Vila das Mercês e Vila Leopoldina – Interior do Estado: Americana, Araçatuba, Araraquara, Araras, Bauru, Birigui, Botucatu, Campinas (Amoreiras), Campinas (Santos Dumont), Cruzeiro, Franca, Indaiatuba, Itapetininga, Itu, Jacareí, Jaú, Jundiaí, Limeira, Marília, Matão, Mogi Guaçu, Ourinhos, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santa Bárbara d’Oeste, Santana de Parnaíba, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sertãozinho, Sorocaba, Sumaré, Tatuí, Taubaté e Votorantim.

Sinopses dos filmes

A Noite dos Palhaços Mudos (Brasil, 2012, cor, comédia, 15 min, 10 anos). Direção: Juliano Luccas. Com César Póvero, Christian Schlosser, Domingos Montagner, Fábio Espósito (Xepa), Fernando Sampaio, Luiz Terribele, Marcelo Castro, Nando Freitas, Ricardo Porto e William Amaral.

O curta-metragem é a adaptação para as telas de uma história de um dos maiores artistas de quadrinhos do Brasil: Laerte. Dois palhaços mudos perambulam à noite com a missão de resgatar um companheiro que fora sequestrado por uma organização que tem como objetivo o extermínio da classe. A Noite dos Palhaços Mudos é uma fábula contemporânea recheada de humor contra a intolerância.

Área Q (Brasil, 2010, cor, ficção, 108 min, 10 anos). Direção: Gerson Sanginitto. Com Ana Kelly, Daniel Zykov, Isaiah Washington, Jenny Vilim, John Deignan, Jordan Jones, Leslie Lewis Sword, Lisa Crilley, Murilo Rosa, Ricardo Conti, Ronnie Gene Blevins, Steve Filice e Tânia Khalill.

Quixadá, 1979. O fazendeiro João Batista (Murilo Rosa) é surpreendido ao ser abduzido por seres extraterrestres. Ele retorna com poderes, o que faz com que se torne um mito local. Duas décadas depois, o jornalista investigativo Thomas Mathews (Isaiah Washington) chega à cidade. Enviado por um jornal americano para desvendar os relatos de óvnis na região, o repórter ainda sofre pelo misterioso desaparecimento de seu filho, ocorrido pouco tempo antes. Ao entrevistar algumas pessoas abduzidas, Thomas percebe que há fundamento no relato delas e que, de alguma forma, os eventos da região estão ligados ao sumiço de seu menino.

Corações Sujos (Brasil, 2011, cor, drama, 147 min, 14 anos). Direção: Vicente Amorim. Com André Frateschi, Celine Fukumoto, Eduardo Moscovis, Eiji Okuda, Issamu Yazaki, Ken Kaneko, Kimiko Yo, Shun Sugata, Takako Tokiwa e Tsuyoshi Ihara.

A história é do imigrante japonês Takahashi (Tsuyoshi Ihara), dono de uma pequena loja de fotografia no interior de São Paulo, casado com Miyuki (Takako Tokiwa), uma professora primária, que de um homem comum transforma-se em assassino, enquanto sua mulher luta contra o destino, tentando em vão salvar seu amor em meio ao caos e à violência. O ano é 1946 e, para alguns orientais como ele, o Japão não perdeu a guerra.

Era uma Vez Eu, Verônica (Brasil, 2012, cor, drama, 91 min, 16 anos). Direção: Marcelo Gomes. Com Hermila Guedes, Inaê Veríssimo, João Miguel, Renata Roberta e W. J. Solha.

Verônica é recém-formada em Medicina, nascida e criada no Recife. Ela atravessa um momento crucial em sua vida, um momento pleno de incertezas: sobre sua escolha profissional, sobre seus laços afetivos, sobre sua capacidade de lidar com a vida nova que se aponta daqui para frente. “Era uma vez eu, Verônica” é uma história que se revela através de aventuras, desventuras, desejos e canções.

Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios (Brasil, 2011, cor, drama, 100 min, 16 anos). Direção: Beto Brant e Renato Ciasca. Com Adriano Barroso, Antonio Pitanga, Camila Pitanga, Gero Camilo, Gustavo Machado, Simone Sou e Zecarlos Machado.

Cauby (Gustavo Machado) tem 40 anos, trabalha como fotógrafo de uma revista semanal e resolve trocar São Paulo pelo interior do Pará. Cético em relação ao amor e devotado à beleza, ele encontra num lindo cenário amazônico a bela e instável Lavínia (Camila Pitanga), mulher do pastor Ernani (Zecarlos Machado), homem que acredita ser possível consertar as contradições humanas. Mas no interior do país ainda existem lugares onde a honra se lava com sangue, e Cauby não imaginava que acabaria envolvido num triângulo amoroso e assim perdesse o controle da própria vida.

Sudoeste (Brasil, 2011, p&b, drama, 128 min, 14 anos). Direção: Eduardo Nunes. Com Dira Paes, Everaldo Pontes, Julio Adrião, Léa Garcia, Mariana Lima, Raquel Bonfante, Regina Bastos, Simone Spoladore e Victor Navega Motta.

Numa vila isolada do litoral, onde tudo parece imóvel, Clarice percebe a sua vida durante um único dia, em descompasso com as pessoas que ela encontra e que apenas vivem aquele dia como outro qualquer. Ela tenta entender a sua obscura realidade e o destino daqueles à sua volta num tempo circular que assombra e desorienta.

Tropicália (Brasil, 2012, cor, documentário, 82 min, 12 anos). Direção: Marcelo Machado.

Muito antes da chamada aldeia global existir e da internet se propagar pelo mundo, o Brasil já era global. País antropofágico pela própria natureza, em que o novo e o velho, o estrangeiro e o nativo não só conviviam mas eram misturados, assimilados e recriados a todo momento. Mas o que é Tropicalismo, afinal? É essa simples e complexa questão que o apresentador português faz a um exilado e melancólico Caetano Veloso, logo no início do filme de Marcelo Machado. O diretor, que cresceu ouvindo as ousadias sonoras de Caetano, Gilberto Gil, Mutantes e Tom Zé, que não entendia as letras em inglês, mas adorava os arranjos de um tal de rock-and-roll, conduz o espectador por uma viagem de sons e imagens por meio da história de um dos mais emblemáticos movimentos culturais brasileiros. Em um panorama afetivo construído com uma miscelânea de referências, entrevistas, pesquisas, imagens e, claro, canções, o espectador é levado a passear pelos férteis, polêmicos e violentos anos de 1967, 1968 e 1969.

Xingu (foto - Brasil, 2012, cor, drama, 102 min, 12 anos). Direção: Cao Hamburguer. Com Adana Kambeba, Augusto Madeira, Awakari Tumã Kaiabi, Caio Blat, Fábio Lago, Felipe Camargo, João Miguel, Maiarim Kaiabi, Maria Flor, Tapaié Waurá e Totomai Yawalapiti.

Os irmãos Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo Villas Bôas (Caio Blat) resolvem trocar o conforto da vida na cidade grande pela aventura de viver nas matas e desbravá-las. Para isso, resolvem se alistar no programa de expansão pela região Centro-Oeste do Brasil, incentivado pelo governo. Com enorme poder de persuasão e afinidade com os habitantes da floresta, os três se tornam referência nas relações com os povos indígenas, vivenciando incríveis experiências, entre elas a criação do Parque Nacional do Xingu.
 
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